Manual de projetos

Este livro tem por finalidade mostrar, utilizando exercí­cios e exemplos práticos, os procedimentos que devem ser observados para se elaborar projetos de viabilidade econômico-financeira de investimentos. A obra está organizada em duas partes, sendo a primeira subdivida em dez capí­tulos e, a segunda, em dois capí­tulos. Parte I: Os Capí­tulos 3, 4 e 6 contêm tópicos teóricos sobre contabilidade, matemática financeira e administração financeira, apenas na medida necessária para facilitar a compreensão dos assuntos que se relacionam à  elaboração de projetos. Os demais capí­tulos tratam de temas especí­ficos sobre projetos, compreendendo estudo de mercado, parâmetros de avaliação, tamanho, localização, investimentos e financiamento.

A profundidade dos temas foi limitada a das disciplinas dos cursos de graduação das áreas de economia, administração e contabilidade. O leitor mais interessado em um assunto particular poderá reportar-se à bibliografia indicada. Com exceção dos quatro primeiros capí­tulos, cuja leitura recomenda-se seja sequencial, a ordem em que os demais serão consultados é irrelevante.

Embora  a maior parte dos exemplos se refira a empresas industriais, espera-se que este livro sirva também de referência para projetos de atividades comerciais e de serviços. As principais diferenças entre empreendimentos dos setores secundário e terciário devem-se às possibilidades de transformação material de insumos em produto finais.

O comércio pode ser considerado uma situação particular de indústria, em que não há transformação de matérias-primas. Neste caso, a principal caracterí­stica da atividade comercial é que a cada produto final corresponde um idêntico insumo, havendo estoques apenas das mercadorias comercializadas. Serviços são consumidos no momento em que são prestados e não podem ser estocados. Em geral, no setor serviços,  a associação entre o uso de fatores e o serviço prestado é bem menos linear do que no caso da indústria. Esse aspecto torna-se claro quando se compara a construção civil ou serviços hospitalares, com a fabricação de calçados, por exemplo.

De qualquer modo, o fundamento da atividade econômica é a busca da combinação eficiente de recursos humanos e de capital com o objetivo de produzir bens e serviços. As diferenças entre as atividades são mais evidentes no que respeita à  formação dos custos e necessidades de estoques, mas em essência, a metodologia de análise econômica aplicável é a mesma. Analogamente, independentemente do setor, os estudos de viabilidade de projetos se diferenciam mais nos aspectos técnicos do que nos de natureza econômico-financeira. Quando pertinentes essas particularidades são comentadas no texto, a exemplo do Tópico 5 do Capí­tulo 3, Parte II. São comentadas as projeções das demonstrações financeiras de um projeto de investimentos, compreendendo receitas, custos, balanços patrimoniais, fontes e usos de recursos, fluxo de caixa, valor presente lí­quido, taxa interna de retorno etc.

As projeções financeiras foram realizadas com auxí­lio de uma planilha em Excel, fornecida no CDR que acompanha esta publicação.   As demonstrações seguem os padrões usuais da contabilidade com os ajustes exigidos para levar em conta critérios econômicos. São observadas as leis comercial e tributária brasileiras e o exercí­cio serve para ilustrar os aspectos tratados na Parte I.

A publicação é fruto da experiência profissional e didática do autor, que vem atuando na área há trinta anos, havendo exercido funções de economista industrial, analista de projetos de banco regional de desenvolvimento, gerente de agência bancária comercial, professor universitário, consultor de empresas e instrutor de treinamentos abertos sobre elaboração de projetos e diagnóstico de empresas.

No livro MANUAL DE DIAGNÓSTICO E REESTRUTURAÇÃO   FINANCEIRA DE EMPRESAS, (Atlas, 2a Edição),   o Autor mostra que grande parte dos problemas financeiros de empresas deve-se a falhas na concepção ou na execução do   projeto inicial, de implantação, expansão ou modernização etc. Enquanto aquela obra aborda as origens de problemas financeiros das empresas e possí­veis correções, este livro sugere procedimentos para evitar o surgimento de problemas originados de erros de projeto.

O texto direciona-se a profissionais que já atuam ou que pretendem atuar na elaboração ou análise de projetos e, a estudantes dos cursos de graduação em economia, administração e contabilidade. Neste último caso, pode ser utilizado como material de apoio nas disciplinas de Elaboração de Projetos, Microeconomia,  Análise de Investimentos e Administração Financeira.
Para homens de negócios cujo objetivo é obter resultados positivos de suas decisões, serão úteis as recomendações apresentadas em diversos capí­tulos,  objetivando viabilizar soluções economicamente viáveis, para questões estratégicas que se colocam em projetos de investimento.

ESSA OBRA SERÁ REEDITADA FUTURAMENTE PELA VPS

ÍN D I C E

PARTE I – TEORIA

Introdução, 10
1 CONCEITO DE PROJETO, 13
1.1 Etapas da elaboração de um projeto de investimentos, 13
1.2 O projeto de investimentos como um plano estratégico, 13
1.3 Conteúdo de um projeto de viabilidade econômico-financeira, 16
1.4 Análise de projetos, 18
2 MERCADO, 21
2.1. Objetivo do estudo de mercado, 21
2.2. Identificação do produto, 22
2.3. Destino da produção, 23
2.4. Interdependência entre os diversos aspectos de um projeto, 24
2.5. Função demanda, 26
2.6. Elasticidade-preço da demanda, 27
2.6.1. Elasticidade no arco, 27
2.6.2. Elasticidade no ponto, 30
2.7. Elasticidade-renda da procura, 34
2.8. Função demanda e projeções de consumo, 36
2.9. Consumo potencial e consumo efetivo, 36
2.10. Consumo aparente e consumo real, 37
2.11. Demanda de bens de capital, 39
2.12. Demanda de bens intermediários, 41
2.13. Projeções de demanda, 41
2.13.1. Taxa aritmética de crescimento, 43
2.13.2. Taxa geométrica de crescimento, 45
2.13.3. Tendência histórica, 52
2.13.4. Regressão linear simples, 54
2.13.5. Estimativa da elasticidade-renda da demanda, 66
2.13.6. Incerteza nas projeções, 72
2.13.7. Exemplo de regressão linear simples, 96
2.14. Oferta, 104
2.14.1. Conceito, 104
2.14.2. Tipos de mercado, 106
2.14.3. Relevância dos tipos de mercado, 120
2.14.4. Aspectos práticos sobre as relações custo-volume-lucro, 120
2.14.5. Projeções da oferta, 127
2.14.6. Roteiro para estudo de um setor industrial, 136
3. ASPECTOS CONTÁBEIS, 138
3.1 Relações entre as principais demonstrações financeiras, 138
3.2 Contabilização, 152
3.3 Projeções financeiras sem movimentação de estoques, 160
3.4 Obtenção de fluxos financeiros a partir de fluxos contábeis, 166
4. MATEMÁTICA FINANCEIRA, 171
4.1 Juros simples e juros compostos, 171
4.2 Planos equivalentes, 173
4.3 Equivalência financeira, 175
4.4 Taxas de juros equivalentes, 176
4.5 Taxa de juros nominal e taxa de juros real, 177
4.6 Fatores financeiros em juros compostos, 178
4.6.1 Valor futuro, 178
4.6.2 Valor presente, 179
4.6.3 Valor futuro de uma série uniforme, 180
4.6.4 Fundo de amortização, 181
4.6.5 Recuperação do capital, 182
4.6.6 Valor presente de uma série uniforme, 183
4.6.7 Perpetuidades, 184
4.6.8 Valor presente de uma perpetuidade, em gradiente, 185
4.7 Sistema PRICE, 187
4.8 Sistema SAC, 189
5. PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO DE PROJETOS, 194
5.1 Payback clássico, 194
5.2 Payback atualizado, 195
5.3 Valor presente lí­quido, 196
5.4 Taxa interna de retorno, 199
5.5 Capacidade de pagamento, 202
6. PONTO DE EQUILIBRIO E ALAVANCAGEM FINANCEIRA, 206
6.1 Pontos de equilí­brio, 206
6.1.1 Contábil, 207
6.1.2 Econômico, 210
6.1.3 De caixa ou financeiro, 209
6.1.4 Comportamento dos custos fixos e variáveis, 212
6.1.5 Efeito de aumento nos custos fixos sobre o ponto de equilí­brio, 215
6.1.6 Efeito de aumento nos custos variáveis sobre o ponto de equilí­brio, 215
6.2 Alavancagem financeira e endividamento, 216
6.2.1 Conceito, 216
6.2.2 Risco financeiro e rentabilidade do capital próprio, 216
6.2.3 Taxa interna de retorno e alavancagem financeira, 220
7. LOCALIZAÇÃO, 226
7.1. Objetivo do estudo de localização,226
7.2. Macrolocalização, 228
7.2.1. Fatores determinantes das tarifas de fretes, 228
7.2.2. Custo médio unitário de transporte, por unidade de percurso, 231
7.2.3. Custos de transporte e mercados linearmente distribuí­dos, 232
7.2.4. Custo do frete e competitividade: modelo simplificado, 234
7.3. Exemplo numérico, 235
7.3.1. Fontes de suprimento e mercados consumidores, 235
7.3.2. Produção e distribuição dos produtos finais, 236
7.3.3. Coeficientes técnicos e consumo de matérias-primas, 236
7.3.4. Tarifas de transportes das matérias-primas, 237
7.3.5. Tarifas de transportes dos produtos finais, 238
7.3.6. Custo de transporte das matérias-primas, 239
7.3.7. Custo de transporte dos produtos finais, 240
7.3.8. Custo total de transporte, 243
7.4. Roteiro para o estudo da macrolocalização, 243
7.5. Microlocalização, 247
8. TAMANHO, 250
8.1. Conceitos, 250
8.1.1. Tamanho sob o aspecto técnico, 251
8.1.2. Tamanho sob o aspecto econômico, 251
8.1.3. Custos de curto prazo e rendimentos decrescentes, 254
8.1.4. Custos de longo prazo e efeito escala, 255
8.2. Tamanho ótimo, 257
8.2.1. Critério de minimização do custo médio de longo prazo, 257
8.2.2. Critério de maximização do valor presente lí­quido, 259
8.3. Influência do mercado, 261
8.3.1. Evolução da demanda e tamanho atual do mercado, 261
8.3.2. Estrutura da oferta, 263
8.4. Influência da localização, 264
8.5. Influência da disponibilidade de recursos para investimentos, 264
8.6. Roteiro para estudo do tamanho, 265
9. INVESTIMENTOS, 267
9.1. Conceitos de capital de giro e CCL, 267
9.2. Estimativa do capital de giro operacional, 273
9.2.1. Caixa operacional, 273
9.2.2. Estoques de matérias-primas, 273
9.2.3. Estoques de produtos em elaboração, 276
9.2.4. Estoques de produtos acabados, 278
9.2.5. Duplicatas a receber, 279
9.2.6. Créditos de fornecedores, 280
9.2.7. IPI e ICMS, salários e encargos, 281
9.3. Investimentos em ativos fixos, 281
9.3.1. Projeto técnico, 281
10. FINANCIAMENTO DO PROJETO, 283
10.1. Objetivos do financiamento, 283
10.2. Quadro de fontes e usos de recursos, 285
10.3. Recursos de terceiros, 285
10.3.1. Custo nominal e custo efetivo, 285
10.3.2. Taxa efetiva em termos nominais e em termos reais, 286
10.3.3. Custo real e variação cambial, 289
10.3.4. Taxa bruta de juros e taxa lí­quida de imposto de renda, 290
10.3.5. Fontes de empréstimos de longo prazo, 292
10.3.6. Fontes de empréstimos de curto prazo, 292
10.4. Recursos próprios, 294
10.4.1. Origens, 294
10.4.2. A depreciação e os lucros retidos, 296
10.4.3. Métodos de cálculo da depreciação, 298
A Linear, 298
B Fundo de amortização, 299
10.4.4. Custo do capital próprio, 300
A Aspectos contábeis: redução do imposto de renda, 300
B Taxa de atratividade, 301
10.5. Seleção de projetos e custo marginal de capital, 303
10.6. Vantagens e desvantagens do endividamento, 305
PARTE II – PROJEÇÕES FINANCEIRAS, 306
1. ENTRADA DE DADOS, 308
1.0 Informações gerais, 309
1.1 Produto final, 311
1.2 Projeção de vendas, 312
1.2.1 Vendas e preços, 312
1.2.2 Impostos indiretos, 313
1.3 Matérias-primas, 313
1.3.1 Preços de aquisição, 314
1.3.2 Créditos tributários, 314
1.3.3 Compensação de impostos indiretos, 314
1.4 Coeficientes técnicos de produção, 315
1.5 Mão-de-obra administrativa, 316
1.6 Mão-de-obra comercial, 317
1.7 Mão-de-obra industrial, 318
1.8 Custo total com mão-de-obra, 319
1.9 Consumo de combustáveis, 320
1.10 Energia elétrica, 321
1.11 Prazos médios, 322
1.11.1 De recebimento, 322
1.11.2 De pagamentos, 323
1.11.3 De estocagem de produtos acabados, 323
1.11.4 De estocagem de matérias-primas, 325
1.12 Custos de produção, 236
1.13 Demonstração de resultados, 327
1.13.1 Despesas comerciais variáveis, 328
1.13.2 Despesas administrativas fixas, 328
1.13.3 Vendas incobráveis, 329
1.13.4 Fretes sobre vendas ao mercado interno, 330
1.13.5 Fretes marítimos, 330
1.13.6 Despesas com exportação, 331
1.13.7 Publicidade, 331
1.13.8 Comissões sobre vendas no mercado interno, 331
1.13.9 Comissões de agentes, 331
1.13.10 Outras despesas financeiras, 331
1.13.11 Receitas financeiras, 332
1.13.12 Juros sobre o capital próprio, 333
1.13.13 Imposto de renda, 333
1.13.14 Reserva legal, 333
1.13.15 Dividendos a pagar, 334
1.14 Balanços patrimoniais, 334
1.14.1 ARLP: outros contas, 335
1.14.2 Capital integralizado, 335
1.15 Investimentos, 336
1.15.1 Ativos imobilizados, 336
1.15.2 Gastos de implantação, 337
1.16 Empréstimos e financiamentos a longo prazo, 338
1.16.1 Liberações de recursos, 338
1.16.2 Sistemas de amortização, 339
1.16.3 Taxa de juros, 339
1.16.4 Carência, 339
1.16.5 Outros encargos financeiros, 340
1.16.6 Transporte de valores, 340
1.16.7 Validação de valores, 340
1.17 Fluxo de caixa monetário, 341
1.18 Análise de sensibilidade, 342
1.18.1 Efeitos sobre a demonstração de lucros e perdas, 343
1.18.2 Efeitos sobre o fluxo de caixa, 343
2. PROJEÇÕES FINANCEIRAS: INFORMAÇÕES GERADAS, 344
2.1 Balanços, 346
2.1.1 Ativo, 346
2.1.2 Passivo, 346
2.2 Demonstração de resultados, 347
2.3 Projeções de vendas, 348
2.4 Custo do produto fabricado, 349
2.5 Demonstração de origens e aplicações de recursos, 351
2.6 Fluxo de caixa monetário, 352
2.7 Fluxo de caixa operacional e financeiro, 353
2.7.1 Fluxo de caixa operacional bruto, 355
2.7.2 Investimento bruto, 355
2.7.3 Fluxo de caixa operacional lí­quido, 355
2.7.4 Fluxo financeiro, 356
2.8 Rentabilidade do projeto e custo de capital, 357
2.8.1 TIR e VPL , 357
2.8.2 Calculo do lucro tributável ajustado, 358
2.8.3 Compensação de prejuí­zos, 358
2.8.4 Valor residual do investimento, 359
2.8.5 Custo médio de capital , 360
2.8.6 VPL: critério do Excel, 361
2.9 Capacidade de pagamento e í­ndices de cobertura dos empréstimos, 362
2.10 Índices financeiros, com base nos balanços projetados, 362

BIBLIOGRAFIA, 364